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se hace camino al andar

se hace camino al andar

destrinçando emoções e sentimentos #6

 

nap.jpg

estou cansada. emocional e físicamente

a asma da mãe, a ângustia de quem assiste, a impotência e o trauma de infância.

acordar cedo, ambulância, horas de urgência.

acordar cedo para viagem. deitar tarde. dormir pouco.

acordar cedo D. com febre.

os fins de dia com a recolha da fisioterapia, as visitas e a tensão a que me sujeito nelas. as ídas à farmácia e todas as minhas tarefas domésticas de fim de dia a trouxe mouxe.

todos os colaterais que requerem coordenação entre os 4 e decisões. não tenho paciência, não tenho foco. quero fugir. mais horas de limpeza, quem? as férias grandes dos apoios ... ...

a necessidade de ter um par de horas minhas, de relaxe, levam-me a deitar tarde - circulo vicioso de cansaço.

cada dia a sentir mais necessidade de estar em casa, deambulando pela casa nas tarefas inanes, imbuindo-me de silêncio e tranquilidade (de tudo em ordem e em dia) e dando espaço à criatividade que vem com a paz interior. quero explorar e concretizar os projectos de decoração que afloram

também me cansei com a viagem desejada. também me realizei.

também me cansei com o concerto desejado. também me realizei.

amigas à volta em desafio que preciso. amigas disponíveis. IMPAGÁVEL

boas leituras que me fazem bem à alma.

apesar dos pesares, a viver tanta coisa de boa

friends-hugging.jpg

*Photo by Cristiano Betta; licensed by Creativecommons.org

 

 

publicado às 15:27

destrinçando emoções e sentimentos #5

via Sofia Castro Fernandes

 

«No que me é dado a escolher, só recuso viver aquilo que sei que vai magoar-me na certa. Dantes, fazia diferente. Agora mudei. Aprendi. O tempo e a vida vão-nos ensinando umas quantas coisas e fazem com que percebamos que não vale tudo e que o coração é um órgão muito importante, que não é só veias e artérias e cenas. O medo, a perda de ingenuidade, a recusa, nem sempre têm um efeito paralisante. Podem ser sinal de preservação, podem ser uma afirmação de que, lá está: não vale tudo.» ligeiramente adaptadas as palavras da  Mar Queirós de Araújo 

 

«tudo passa, mesmo quando parece que nunca mais. e o tempo começa a cuidar de nós quando decidimos seguir em frente. a vida muda quando decidimos não precisar da opinião dos outros mais do que da nossa e o mundo gira quando não nos encolhemos no que queremos ser, fazer ou dizer com medo do que os outros vão dizer. somos mais leves quando não nos conformamos com a mesmice dos dias, com o mais ou menos, com o vai-se andando. somos mais felizes quando não duvidamos do valor que temos e resgatamos os sonhos que o medo nos mandou guardar numa gaveta. começamos a saber respirar quando não carregamos culpas que não são nossas. e o nosso caminho fica mais iluminado quando abrimos os olhos e percebemos quem merece ficar na nossa vida. tudo começa a dar (mais) certo quando, finalmente, percebemos que às vezes precisamos de ter muita coragem para deixar ir e desistir. e desse dia em diante começamos a acreditar que há lutas que se ganham quando se perde.»  tudo muito verdade. coragem para deixar minha horta. para não tecer conjecturas sobre comportamentos que não entendo. aceitar. deixar fluir a dor e seguir em frente com quem tenho e tenho tantos 

 

«Você não pode escolher tudo que vai viver, mas pode escolher como reagir diante das inevitáveis escolhas que a vida fizer por você. Eu, diante de todas as topadas emocionais que já levei, escolhi sempre aprender quais as lições que elas escondiam. Entendi, depois de muito tempo, que tudo que acontece em nossas vidas tem uma razão. E, essa justificativa se traduz em aprendizado. Sendo assim, hoje, agora, neste segundo, sempre que levo uma rasteira dos dias, reflito sobre aquilo e não mais rejeito desesperadamente. Crescer dói. Não é fácil. Não é simples. Mas a gente pode transformar o caminho da aprendizagem em algo mais leve. Desde que sintonizemos os nossos corações para compreender os desígnios da vida. Afinal, ela sempre cuida das pessoas de bom coração.» matheus rocha   tão mas tão verdade!

 

 

publicado às 16:55

destrinçando emoções e sentimentos #2

2 dias depois, o coração acalma-se, descansa; as emoções esmorecem pouquinho a pouquinho

os pensamentos deixam de estar aí a toda a hora, também é verdade que, fiel a mim própria, surgem logo outros assustadores (*)

prova-se que já não amo; prova-se que o coração é complexo e irracional. há tantas emoções decorrentes do amor e dos largos anos de convivência que ainda existem e se ressentem com a forma como nos vamos deixando ir um do outro.

não o quero mas ressinto-me de que siga a sua vida amorosa primeiro do que eu, doi-me pensar que os carinhos são de outra agora, magôa muito imagina-lo ... fraquezas e complexidades deste sentimento

e cá estou eu lidando à minha maneira: sentindo, sofrendo, não evitando e deixando fluir (nova aprendizagem) e depois pondo em palavras. a forma de entender o não entendível, a forma de tornar claro e de aceitar para conseguir seguir em frente. Sou quem sou, sou como sou

 

 

(*) pensamentos para outro momento. também aprendi a tentar não sofrer por adiando

 

publicado às 11:16

destrinçando emoções e sentimentos #1

a boda deixou-me num estado de ânimo triste

pouquíssimos são os estranhos que a festa junta e que fazem o esforço da conversa, menos ainda se têm ao lado o cônjuge ou um amigo - de onde é muito mau ir sem acompanhante

já fiz o esforço quando era casada e o H pedia espaço e eu tentava dar, ser independente e fazer a minha vida sem ser clingy

tenho feito o esforço porque me quero distrair, quero conviver, estar aberta a novos circulos e "honrar" a amizade/os convites me fazem ... por vezes foi muito difícil; agora estou a perder a pachorra, a chegar à conclusão que não quero fretes, que prefiro a minha companhia. Tenho medo de me isolar com esta actitude ...

na boda uma amiga de longe perguntou-me sobre a solidão ... ainda não, mas sei chegará

o sol (que ainda não se viu) hoje vai pôr-se às 19:40 - já tão mais cedo! o dia amanheceu cinzento, já choveu ... 

eu que adoro o Outono e costumo desejar a sua chegada, este ano ainda me apetecia algum calor sem vento!

o D está nesta fase estranha e eu não sei totalmente como me sinto em relação a todo o processo e consequências - sei que estou preocupada com o dia-a-dia sem obrigações (situação e idade totalmente diferente mas recordo-me do mau que é não ter "obrigação" de sair da cama...)

precisava de ter alguém com quem falar sobre isto além do ecrã... e talvez tenha mas...

mix de sentimentos de origens muito diversas - momento de «pena de mim própria»

adiante!

(e o sol está a sair, sortuda eu)

 

Copyrighted_Image_Reuse_Prohibited_782680.jpg

 

publicado às 11:11

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